Dimensionamento rápido de sistemas fotovoltaicos conectados à rede

Muito clientes têm interesse em instalar sistemas fotovoltaicos conectados à rede, porém, muito deles possuem dúvidas sobre qual o tamanho do sistema que deve ser instalado. Decidimos criar este guia rápido para dar mais autonomia aos nosso clientes.

Quando se deseja instalar um sistema de energia solar conectado à rede, o primeiro passo é analisar qual o consumo médio da sua residência. Para essa etapa, basta conferir sua fatura de energia, que contem o histórico de seu consumo. A figura a seguir ilustra um exemplo desse histórico.

Exemplo de tarifa de energia.

Uma informação importante e que muitas vezes passa desapercebida é que os sistemas de energia solar não são capazes de zerar a conta de luz, isso ocorre pelo fato das concessionárias de energia cobrarem uma taxa mensal pela disponibilidade da rede elétrica. Essa taxa depende do tipo de fornecimento de energia, que também pode ser encontrado na fatura (circulo azul na figura acima).

A taxa de disponibilidade corresponde a um consumo mínimo de energia que será cobrado mesmo que não haja nenhum consumo real pela residência. A tabela abaixo nos mostra esse consumo.

Tipo de fornecimento Taxa referente ao consumo de:
Monofásico 30 kWh
Bifásico 50 kWh
Trifásico 100 kWh

Agora que temos todos os dados necessários (histórico de consumo e taxa de disponibilidade), podemos fazer o dimensionamento rápido do sistema. Opção A

Para o dimensionamento, somamos o consumo de cada mês presente no histórico e dividimos por 12. Após isso, retiramos a taxa de disponibilidade correspondente para obter a energia que o sistema fotovoltaico deve gerar. No exemplo da fatura de energia considerada, esse valor seria de

E = 331,75 (Kwh) – 30 (kWh) = 301,75 (kWh)

Os sistemas fotovoltaicos são especificados com seus valores de potência (Wp), assim, iremos agora determinar esse valor. Nesta etapa, é importante saber o local no qual o sistema será instalado, pois o tempo de exposição ao sol depende de cada região. O mapa abaixo nos mostra a porcentagem de tempo em que os módulos fotovoltaicos ficam expostos ao sol.

Tempo de exposição.

Agora podemos determinar a potência total do sistema. Supondo que o sistema seja instalado no litoral de Santa Catarina, o percentual de tempo de exposição é de 15% e a potência do sistema será de:

P = 301,75 (kWh) / 720 x 0,15 = 2,8 kWp

O número 720 representa as horas do mês. Assim, nessa situação, a potência do sistema fotovoltaico deve ser de 2,8 kWp.

Vimos que o dimensionamento inicial do sistema fotovoltaico é bastante simples, mas vale lembrar que é importante consultar uma equipe especializada para realizar o dimensionamento, já que muitas vezes a inclinação dos módulos pode ser diferente da recomendada, o que causa impacto na geração de energia.



Avanço regulatório: As bases da expansão da energia solar

A energia solar se expandiu nesses últimos anos no Brasil. Um dos poucos setores da nossa combalida economia que conseguiu manter crescimento neste período recessivo. Neste artigo trazemos um histórico do arcabouço regulatório que possibilitou esta vigorante expansão.

Em 1997, na Universidade Federal de Santa Catarina, foi instalado o primeiro sistema de energia solar fotovoltaica conectada à rede do Brasil. Desde então, outros casos, sobretudo acadêmicos, foram aparecendo no país. Em outros países, como a Alemanha, Espanha e Estados Unidos, a energia solar residencial já vinha sendo uma realidade a partir do ano 2000. Este cenário, juntamente com a demanda do setor elétrico privado brasileiro, corroborou para a edição da Resolução Normativa 482 de 17 de Abril de 2012 pela ANEEL, a qual definiu as condições para instalações em geração distribuída no país.

Esta resolução possibilitou que os sistemas renováveis de energia de até 1 MW de potência instalada, conectadas à unidades consumidoras, pudesse injetar na rede da concessionária a energia gerada, bem como creditar a energia excedente, não consumida.

O marco importante dessa resolução foi que, além de permitir e regular esta forma de autoprodução de energia, ela obrigou, por consequência, as concessionárias de energia a aceitar estes sistemas distribuídos de energia por todo o país.

A partir de 2012 houve então um veloz crescimento deste tipo de geração no Brasil, porém alguns problemas foram detectados ao longo do desenvolvimento dos projetos, como, por exemplo, a morosidade na aceitação e aprovação do projeto pelas concessionárias, a controvérsia tributária, especialmente do ICMS, a demanda dos consumidores com várias unidades consumidoras por partilhar esta energia gerada com suas diversas filiais, a necessidade de grupos de empresas que queriam investir em conjunto para reduzir seu custo de energia, e a limitação da potência de 1MW, a qual impossibilitava a geração eólica que têm os aerogeradores fabricados no Brasil com potência somente acima de 1,5 MW. Logo, houve um aprimoramento desta legislação com a edição da resolução 687 em novembro de 2015.

Esta evolução da legislação possibilitou que novos e maiores sistemas de geração de energia pudessem ser instalados até o limite de 5MW, o que incluiu, por consequência, a fonte eólica e pequenas hidroelétricas neste tipo de geração. A validade dos créditos da energia gerada foram estendidos para até 5 anos. O excedente da produção de energia pode, agora, ser alocado às diferentes unidades consumidoras da empresa dentro da mesma área de concessão da concessionária de energia. Possibilitou também a formação de consórcios de empresas para investir em conjunto na planta geradora e creditar esta energia em suas respectivas empresas. Outrossim, a legislação aperfeiçoou as definições do modelo de negócio, de forma a reduzir a interpretação dos fiscos estaduais de que a geração de energia distribuída forme base para incidência de ICMS.

Nos dias de hoje, a geração distribuída já ocorre em mais de 18.000 mil residências no país, com capacidade acumulada superior a 58MW e outros 3900 sistemas fotovoltaicos em estabelecimentos comerciais com 138MW. Como base de comparação existiam apenas 4 sistemas fotovoltaicos deste tipo instalados em 2012. A Energy Shop é uma das empresas que fornecem kits completos de energia solar https://www.energyshop.com.br.

Com efeito, a legislação permitiu um grande salto no desenvolvimento da energia solar e abertura de um novo mercado de energia no Brasil.

Energia Solar para as crianças carentes de Florianópolis!

Com recursos do programa da Fundação Dom Orione de Roma, o Centro Educacional Dom Orione de Florianópolis recebe sistema de geração de energia solar fotovoltaico para atender a toda sua demanda de energia elétrica!

O Centro Educational Dom Orione é um instituto, sem fins lucrativos, que tem como missão o atendimento a crianças carentes, da desigualdade e da exclusão social, residentes no bairro de Capoeiras, Abraão, Itaguaçú, Monte Cristo e comunidades de Chico Mendes, Morro do Flamengo, Vila São João e adjacências. A OASDO – Obras de Assistência Social Dom Orione visa amenizar as carências sociais e auxiliá-las na garantia da promoção humana e da cidadania.

Os recursos foram conquistados mediante criteriosa avaliação realizada pela Conferência Nacional dos Bispos e posteriormente pela Conferência Mundial dos Bispos, revela a coordenadora do Centro Educacional. “Nós pleiteamos recursos para instalação de ar-condicionado em todas as salas, um centro de informática e o sistema solar fotovoltaico, pois nosso gasto com energia elétrica já era muito grande e iria aumentar com a instalação dos ar-condicionados”. A Fundação Dom Orione de Roma escolhe anualmente um país para subsidiar atividades com foco humanitário e na sustentabilidade. O Brasil foi o país do ano de 2015 e foram eleitos 7 projetos ao todo.

Com a instalação do Kit de Energia Solar Fotovoltaico, a Dom Orione não precisará mais gastar os R$ 980 mensais de energia elétrica com a CELESC. Recursos estes que, de agora em diante, serão aproveitados com as crianças carentes da região.

O sistema fotovoltaico da Dom Orione é composto por 40 placas solares e um inversor de tensão do tipo grid-tie (conectado à rede). Este inversor de última tecnologia protege o sistema de possíveis sobrecargas na rede, bem como desliga o sistema automaticamente quando ocorre desligamento da rede elétrica da distribuidora de energia ou quando detecta um curto-circuito. O kit fotovoltaico foi instalado pela empresa Energy Shop de Florianópolis. “Agora falta apenas a vistoria da CELESC para colocarmos o sistema em operação. ” relata Rodrigo Nereu dos Santos, diretor da empresa catarinense.

É necessária a aprovação da concessionária de energia para que a microgeração solar comece a injetar energia na rede. O projeto elaborado pela Energy Shop foi aprovado pela CELESC, e, com isto, a empresa instalou o sistema fotovoltaico, mas para colocar o sistema em operação é necessária a vistoria final dos técnicos da CELESC, que irão substituir o medidor de energia existente por modelo bidirecional. Trata-se do primeiro sistema de energia solar fotovoltaica de uma filial da Dom Orione no Brasil. As crianças agradecem !

Surf catarinense fazendo bonito também na areia

Surf catarinense fazendo bonito também na areia – Gerador Energia Solar

O impressionante crescimento que o surf brasileiro obteve nos últimos não é segredo para ninguém. É devido aos excelentes resultados conquistados por seus atletas que o Brasil vem se tornando uma das maiores potências mundiais no esporte. Mesmo fazendo bonito na água, é da areia da praia que vem a novidade do momento.

É na famosa capital de Santa Catarina que o Engenheiro Eletricista Julio Crepaldi Neto vem trazendo a inovação para os campeonatos locais de surf. Sua proposta é gerar toda a energia consumida nos eventos através de um gerador de energia solar.

Apelidada carinhosamente, a “placa azul” (painel fotovoltaico) é responsável por converter a luz do sol em energia elétrica que alimenta os computadores que registram as notas dos surfistas e todo o sistema de som.

Julio Crepaldi Neto também é surfista nas horas vagas e afirma: “É um prazer imenso manter a praia livre de resíduos e contribuir com a causa ambiental…”.

Para maiores informações sobre energia solar acesse: www.energyshop.com.br

O que é Controlador de Carga?

O controlador/regulador de carga é um dos principais componentes de um sistema solar fotovoltaico, sendo o responsável pela duração da vida útil dos bancos de baterias estacionárias, que são os componentes de menor vida útil nos sistemas fotovoltaicos.

A função do regulador de carga, também denominado controlador, é de proteger as baterias estacionárias, por efeito de sobrecarga ou descarga profunda, e assim garantir, que toda a energia fotovoltaica produzida pelos painéis fotovoltaicos seja armazenada com maior eficácia nas baterias.

Os controladores de carga possuem uma série de dispositivos que informam permanentemente sobre o estado de carga do sistema e alertam o usuário para que este possa adaptar a instalação às suas necessidades particulares, aumentando assim o tempo de vida útil das baterias.

Os controladores são utilizados principalmente em sistemas isolados da rede ou seja em sistemas autônomos, compostos por módulos fotovoltaicos, ligados a um controlador / regulador, que está ligado ao banco de baterias.

Os reguladores de carga devem ser selecionados tendo em vista as características do sistema fotovoltaico utilizado e as características de tensão e corrente envolvidas no sistema solar fotovoltaico.

Os sistemas de geração de energia solar fotovoltaica que utilizam baterias devem obrigatoriamente ter um controlador de carga associado. O controlador de carga é o componente que faz a conexão entre o painel solar e as baterias, evitando a sobrecarga ou descarga excessiva.

As placas solares geram energia de forma irregular e com bastante variação nos níveis de tensão e corrente. Também pode haver variações abruptas de radiação e de geração de energia, por exemplo na passagem de uma nuvem. Aí que está a função principal dos controladores de carga, pois regulam a tensão (Volts) e a corrente (Amp) gerada pelos painéis solares. Desta forma, o controlador carrega as baterias estacionárias de acordo com o perfil de carga e não com o perfil da geração, aumentando assim a vida útil das baterias.

Dimensionamento do Controlador de Carga

O controlador de carga é definido pela tensão de trabalho do sistema fotovoltaico e pela maior corrente exigida. A capacidade nominal de corrente do controlador deve superar a corrente de curto-circuito somada dos painéis solares e também a máxima corrente exigida pelo consumo, dimensionando-se àquele de maior valor.

Portanto, devem ser calculadas ambas as correntes, ou seja a corrente resultante das strings de painéis solares e a corrente resultante das cargas, sendo selecionada a corrente mais elevada.

O valor da corrente da carga é o consumo de energia em watts-hora dividido pela tensão (V) de trabalho do regulador.

Verifique a corrente exigida pelos equipamentos que serão ligados ao sistema solar.

Para o cálculo da corrente máxima dos painéis solares, você deve checar a ficha técnica da placa solar e buscar a informação da corrente de curto-circuito. Deve-se calcular a corrente resultante das malhas e strings. Caso os painéis estejam em paralelo soma-se as correntes, caso estejam em série a corrente resultante é igual a corrente máxima de um único painel solar.

A corrente do sistema será a soma das correntes máximas geradas pelo(s) painéis solares. Obtenha o total, levando em consideração a associação dos painéis conectados série-paralelo.

Defina o controlador pelo maior valor encontrado (painel ou consumo).

Exemplo

Para um consumo diário de 900 Wh-dia, sendo proposto a produção de 1000 Wh-dia.

O kif off-grid de 1000Wh-dia é composto por uma placa solar de 275 Watts, que possui corrente de curto circuito de 9,18Amp. Neste caso, um controlador de 10A atenderia, pois esta é a maior corrente na parte da alimentação de energia.

Agora vamos verificar o lado do consumo. O maior consumo ou carregamento possível das baterias está limitado à capacidade máxima de energia que a placa solar possa transferir. Neste caso 275Watts-hora. Então, dividimos este valor pela tensão de trabalho do banco de baterias, obtendo-se a corrente que será necessária para escolher o controlador.

Considerando o banco de baterias operando em 24 Vcc

275 Wh / 24 V = 11,46 Amperes

Portanto, necessitamos de um controlador com capacidade superior a 11,46A, sendo indicado o de 20A. Mas o dimensionamento ainda não terminou. Necessário ainda checar a tensão de trabalho do regulador.

Os painéis solares de 275W possuem tensão de circuito aberto de 38V. Então, o controlador necessita possuir tensão de entrada dos painéis solares superior a 38V, dado que a condição de operação do banco de baterias esteja em 24 Vcc .

Caso a corrente total supere a capacidade nominal do controlador, considere a compra do controlador de capacidade nominal superior, ou divida sua instalação com mais controladores em dois ou mais circuitos. Podendo, executar o mesmo principio de balanceamento de carga de uma instalação eléctrica convencional.

RESUMO:

O Controlador de carga tem como finalidade conectar e proteger as baterias estacionárias no sistema de energia solar fotovoltaico. Utilizado principalmente em sistemas Off Grid (autônomos), o controlador preserva a vida útil das baterias evitando sua sobrecarga ou descarga profunda. Há dois tipos de controladores nos kits de energia solar: PWM e MPPT.

O que é Inversor Solar ?

Inversor solar é um equipamento desenvolvido para converter a energia gerada pelos painéis solares em corrente contínua (CC) para corrente alternada (CA). Ou seja, o inversor solar é fundamental para que você possa usar a energia fotovoltaica para alimentar os utensílios elétricos que você usa no dia-a-dia.

Além de inverter a energia elétrica gerada pelos painéis, o inversor solar possui também o papel secundário de garantir a segurança do sistema e medir a energia produzida pelos painéis solares.

O que é inversor solar?

Um inversor solar é um equipamento eletrônico que converte a corrente elétrica contínua (CC) em alternada (sinal elétrico CA) no sistema fotovoltaico. É praticamente um adaptador de energia para o sistema fotovoltaico.

O inversor solar também garante a segurança de todo o sistema, realiza monitoramento, e é responsável pela otimização de energia produzida.

O inversor pode possuir ou não um transformador em seu interior. Alguns modelos não possuem para otimizar a energia produzida, uma vez que os transformadores geram calor e perdas elétricas. Em outras palavras: quanto menor energia térmica produzida, menor será a perda de energia elétrica – logo, o aparelho se torna mais eficiente.

Como funciona?

O aparelho tem o formato de uma caixa metálica com alguns botões, mas tem muitos componentes em seu interior. O processo de inversão energética consiste em prover, logo na saída do inversor, uma tensão ou corrente alternada. Para isso utiliza-se uma corrente ou tensão contínua na entrada para alimentar o sistema. Por exemplo, uma tensão de 12v alimentado por bateria de um carro e fornece a um terminal de 220v/60Hz.

No meio do processo, o aparelho conta com interruptores ou chaves eletrônicas, que podem ser transistores do tipo IGBT (Transistor Bipolar de Porta Isolada), IGCT (Portão Integrado Controlado) ou MOSFET (Transistor de efeito de Campo Metal — óxido — semicondutor).

Trata-se de um instrumento muito importante e em muitos casos seu dimensionamento é negligenciado.

Como eu sei se um inversor solar é confiável?

Os inversores solares são bastante confiáveis de modo geral. Contudo, existem muitas dúvidas sobre seu uso correto. Para você adquirir um material eficiente e seguro, é importante ficar de olho em algumas características.

Eficiência do aparelho

Para inverter a corrente contínua em alternada, o inversor deve ter um alto grau de eficiência para economia de energia para sua casa e/ou empreendimento. O mínimo aceitável deve ser de 94%.

Padrão de proteção do inversor

O inversor é considerado seguro se obedecer às recomendações NBR IEC 60529. Nela são estabelecidos os graus de proteção para revestimentos de equipamentos elétricos, conhecidos como códigos IP.

A instalação do padrão depende muito do local de instalação. O mínimo recomendável é o IP 55.

Onde são instalados?

Podem ser fixados em locais diferentes, de acordo com as finalidades dos aparelhos. Em uma residência, eles podem ser colocados perto do quadro de luz, próximo aos módulos fotovoltaicos, ou em outro local indicado.

Em mini distribuidoras comerciais e industriais, pode ser construída uma sala somente para abrigar o aparelho. Em geral o espaço para prover a energia gerada é muito grande, logo o aparelho também vai ocupar muito espaço, devido ao seu tamanho.

Contudo, o local de instalação depende também das necessidades do cliente, como por exemplo ser fixado em local visível para pode acompanhar a produção de energia, ou em local mais distante devido ao ruído emitido pelo inversor ou devido a gases ou materiais inflamáveis no local.

Quais são os tipos de inversores que existem?

Há diferentes tipos de inversores, com objetivos diversos:

Grid Tie

Grid tie significa “conectado à rede”. Diferentemente do off grid, ele é utilizado para ligar sistemas fotovoltaicos sem baterias nas redes residenciais ou industriais. A vantagem é que eles são projetados para desligar rapidamente da rede elétrica, caso haja queda de energia.

Esse desligamento é um procedimento de segurança para com a rede elétrica, chamada de ilhamento. O inversor grid tie copia a frequência da rede e para de funcionar para evitar curtos ou problemas de segurança quando não há fornecimento de energia da rede.

Do mesmo modo, os inversores possuem um sistema de monitoramento que faz o registro de dados integrados no inversor, conectando a uma rede wi-fi.

Este tipo de inversor solar também faz a sincronização com a rede pública de eletricidade, de modo que a energia solar fornecida é exatamente igual àquela que é recebida pela rede elétrica.

Inversor off grid

Off grid, em português, significa “desconectado ou fora da rede”. São sistemas independentes que não necessitam da rede pública de distribuição de energia. São viáveis em áreas isoladas ou espaços rurais, principalmente em lugares aonde a eletricidade não chega.

São também usados para abastecerem sistemas de telefonia e de rádio, estações meteorológicas, entre outros sistemas remotos.

Micro inversor

É projetado para operar na saída de cada painel solar, estabilizando a energia elétrica e gerando a tensão alternada logo na sua saída. A vantagem desse tipo de inversor é a otimização individual da produção de energia de cada módulo e redução de perdas em comparação com os inversores centrais. Os microinversores isolam as placas defeituosas ou aquelas que estejam sob o efeito de sombreamento das demais placas da string (linha de placas).

RESUMO:

O Inversor solar tem como principal função converter corrente contínua (CC) em corrente alternada (CA). A radiação solar que incide nos painéis solares gera energia em corrente elétrica contínua (CC). Então, para possibilitar o aproveitamento da energia gerada pelos painéis fotovoltáicos é fundamental o emprego do inversor solar. Outra função do inversor é assegurar a proteção do sistema fotovoltaico e também realizar a medição da energia gerada pelas placas solares.

O que é Placa Solar ?

O que é placa solar?

            A placa solar é um equipamento que transforma a energia solar em energia elétrica por meio da radiação solar. No sol ocorrem reações nucleares, nas quais átomos de hidrogênio sofrem fusão formando átomos de hélio. Essa reação libera uma quantidade enorme de energia, a qual é irradiada em todas as direções do sistema solar na forma de partículas chamadas fótons. A energia solar irradiada chega à Terra com intensidade da ordem de 1000 W/m², mas a nível do solo a intensidade dependerá de diversos fatores como as condições climatológicas. Para entender melhor o que é energia solar leia o nosso Guia de Energia Solar.

            Quando os fótons emitidos pela energia solaratingem a superfície de um material semicondutor, silício sendo o mais comum, este absorve energia suficiente para que elétrons da sua camada de valência saltem para a banda de condução. Isto causa o aparecimento de uma diferença de potencial que induz uma corrente elétrica. Este fenômeno é chamado de efeito fotovoltaico, o qual é o princípio de funcionamento de uma célula fotovoltaica.

            A célula fotovoltaica é composta basicamente por duas camadas de materiais semicondutores: semicondutor Tipo-N e semicondutor Tipo-P. No caso do silício, o qual possui 4 elétrons na camada de valência, se combinado com elementos que possuem 5 elétrons na camada de valência, tem-se a formação de um semicondutor Tipo-N, com carga negativa devido à presença de elétrons livres. Porém, se combinado com elementos que possuem 3 elétrons na camada de valência, tem-se a formação de um semicondutor Tipo-P, com carga positiva, ou seja, ausência de elétrons. Quando esta junção é exposta à radiação solar, os elétrons livres fluem de uma camada para outra, originando a corrente elétrica.

Para alcançar potências comercialmente viáveis, uma única célula fotovoltaica não seria suficiente. Assim, os fabricantes conectam as células fotovoltaicas tanto em série quanto em paralelo para obter-se a tensão nominal e a potência-pico desejadas. Este arranjo, juntamente com seu encapsulamento, dá origem ao que chamamos de Placa Solar Fotovoltaica, que é também denominada de Módulo Fotovoltaico ou Painel Solar Fotovoltaico.

Portanto, a placa solar é o conjunto de células fotovoltaicas arranjadas em série e em paralelo.

Da irradiação solar normal total incidente sobre as placas solares, somente por volta de 13% da energia solar é convertida em energia elétrica. Isso ocorre devido às perdas térmicas, perda por reflexão da luz solar, recombinação de elétrons no material semicondutor, dentre outros fatores.

 As placas solares podem ser utilizadas em sistemas de geração que se dividem basicamente em dois grandes grupos: autônomos isolados da rede (off-grid) e conectados à rede (on-grid ou grid-tie). Sistemas autônomos podem ser utilizados com ou sem um banco de baterias. No caso de sistemas conectados à rede, as placas solares irão gerar energia solar durante as horas do dia de irradiação injetando o excedente na rede elétrica. Quando a geração solar for maior que o consumo, o sistema enviará energia para a rede, caso contrário a unidade consumidora receberá normalmente energia da concessionária. No final do mês, havendo geração superior ao consumo de energia, o consumidor receberá créditos de energia elétrica em Kilowatt-hora (KWh) com a concessionária de energia, os quais serão válidos por período de até 60 meses. A ideia é que o gasto de energia elétrica reduza significativamente, reduzindo ou mesmo “zerando” a conta de energia elétrica do consumidor. Já no caso do sistema fotovoltaico off-grid, a energia solar é armazenada nas baterias estacionárias de forma que o dispositivo possua autonomia durante a noite e em dias de condições climatológicas desfavoráveis.

            É importante ressaltar que a energia solar fotovoltaica gera corrente contínua. Portanto, para atender dispositivos que operam em corrente alternada, é necessário a instalação de um inversor de corrente.

            As placas solares devem ser instaladas em locais abertos onde não há sombreamento em relação à luz solar. Os painéis solares ficam expostos ao tempo, a gradientes de temperatura ao longo do ano, chuva, granizo, vento, resquícios urbanos (como bolas, pedaços de telhas, poeira). Desta forma, a placa solar fotovoltaica é projetada de maneira que possua resistência mecânica para suportar estes abalroamentos.

            A grande vantagem de investir em placas solares não se limita em apenas reduzir a conta de energia elétrica. Estes módulos fotovoltaicos também contribuem para o desenvolvimento sustentável do planeta devido à ausência de emissão de poluentes durante a geração de eletricidade e sua fonte de energia ser inesgotável. Além disto, as placas solares podem reforçar o sistema elétrico local e conseguir a independência do consumidor em relação à distribuidora de energia. Adquira a sua Placa Solar e desfrute dos benefícios sol.

            RESUMO:

O que é placa solar?

A placa solar é um equipamento que transforma a energia solar em energia elétrica por meio da radiação solar. O painel solar é formado pelo conjunto de células fotovoltaicas arranjadas em série e em paralelo. A grande vantagem de investir em placas solares é reduzir a conta de energia elétrica e contribuir para o desenvolvimento sustentável do planeta, pois sua fonte de energia é inesgotável.