Impactos da Pandemia do COVID-19 na Energia Solar

Com o avanço global da pandemia do novo corona vírus, começamos a observar impactos na economia real como a disparada do dólar, a diminuição da atividade industrial, o lockdown do comércio e a diminuição drástica da logística no Brasil e em muitos países, mas principalmente na China onde esse novo vírus surgiu. No entanto, a China também é o maior fornecedor mundial de equipamentos eletro-eletrônicos.

Os preços das placas solares praticados em dólar e em reais antes da crise, foram os menores da história para a energia solar, devido à produção em escala cada vez maior, isto associado à nova consciência ecológica que vem ganhando força no mundo criou um dos mercados mais pujantes do planeta. No entanto, como a crise está afetando todos os setores da sociedade, o mercado de energia solar fotovoltaica também não sairá ileso.

Espera-se que os preços das placas solares em reais iniciem uma alta expressiva, pois a alta do dólar não mais será compensada pela economia de escala, que tem o seu limite em reduzir preços.

“Estamos observando uma alta nos custos de importação já neste mês de março, mas o impacto sobre o preço de comercialização de módulos fotovoltaicos, inversores solar entre outros produtos, deve começar a ser observado com mais força em Abril.  Contudo, se o dólar permanecer neste patamar, mesmo com a volta da economia, não iremos mais ver os preços praticados em janeiro. É preciso que o dólar volte.” aponta a coordenadora de suprimentos da Energy Shop, Grazielle Lima Krakhecke.

Em 2019 o setor de energia fotovoltaica cresceu 85% em geração no Brasil (em relação a 2018), a previsão para 2020 era ainda mais otimista, porém provavelmente este número caia para baixo dos 50%, o que ainda é uma boa taxa de crescimento. Contudo, nos últimos dias tivemos boas notícias, a China declarou que o pico da pandemia no país já passou e agora a tendência é a diminuição das restrições sócio-econômicas e, aos poucos, tudo voltar ao normal. Segundo a BNEF essa paralização de dois meses, não será o suficiente para reverter o excesso de demanda por produtos de energia solar. A conclusão é que o mercado de energia solar seguirá em alta.