Barco Hotel inovador opera com Energia Solar no Amazonas

O barco hotel Untamed Amazon foi construído em 2015 no estaleiro Juruá de Manaus (AM), para atender às necessidades de operação do Projeto de Pesca Esportiva no Rio Marié, afluente do Rio Negro na região de São Gabriel da Cacheira no extremo oeste do estado do Amazonas, em parceria com a ACIBRN (Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro).

No primeiro ano de operação da embarcação não havia sistema fotovoltaico instalado, os equipamentos elétricos eram abastecidos por um gerador a diesel e consumiam mais de 28 mil litros de diesel para abastecer a sua rede elétrica. Já em 2016, após a instalação do kit fotovoltaico, projetado para integrar a geração solar com a geração diesel, o consumo caiu para aproximadamente 15 mil litros no ano, uma redução de 46% no consumo de diesel.

Segundo a empresa Junglers Marié Agência de Viagens, empresa do grupo Untamed Angling do Brasil e proprietária do barco, o objetivo é zerar o consumo de combustível fóssil para está finalidade e isto será alcançado por meio da troca dos 94 painéis solares de 260Wp, que geram entre 85 e 104 kWh/dia, por módulos bifaciais de maior capacidade. Com isso, é estimado que o sistema triplique sua geração de energia.

De acordo com Antonio Salles, Sócio da Junglers, o objetivo de ter a rede abastecida somente pela fonte fotovoltaica faz parte do compromisso da empresa com as comunidades indígenas. “O principal compromisso nosso é preservar a floresta e os rios, ambientes dos indígenas que permitiram nossa presença lá. Assim, com a energia solar evitamos o uso do óleo diesel para acionar o gerador elétrico. Sem deixar resíduo de diesel na água e no ar”, destacou Salles.

A embarcação de 28 metros de comprimento por 7,80 metros de largura e 6 metros de altura acima da linha d’água, possui oito suítes e abriga até 16 hóspedes. 

Todas as suas instalações possuem sistema de ar condicionado central alimentados por dois geradores de água fria com capacidade de 15,0 TR cada, enquanto a casa de máquinas, lavanderia e sala da estação de tratamento de água têm sistemas de ventilação e exaustão forçada produzindo 60 trocas de ar por hora.

Já o sistema de tratamento de água capta água bruta do rio e abastece todos os pontos de consumo com água potável e transparente. O sistema é composto de várias etapas, passa por três diferentes processos de filtragem e por três processos complementares de purificação e desinfecção. A capacidade total de tratamento é de 450 a 500 litros por hora.

O Projeto do Rio Marié contou com a participação do Ibama, do Instituto Socioambiental, Funai e de representantes de 15 comunidades indígenas.

Foram comprados barcos e construídos três postos de vigilância, onde os indígenas ganham um salário mínimo para cuidar do rio Marié, além de servirem como guias nos barcos de pesca. “Fazemos dos indígenas nossos sócios em todos os projetos. Eles tomam as decisões conosco igualitariamente. E 50% do lucro de cada projeto é deles. E um comitê indígena decide como distribuir e aplicar esses recursos”, conta Salles.

 

 

Fonte: Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica

 

 

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