Inversor Híbrido Off-Grid

        Os sistemas fotovoltaicos On-Grid e Off-grid já estão hoje bem difundidos no mercado, porém, há uma terceira modalidade que vem ganhando força e espaço, são os chamados SISTEMAS FOTOVOLTAICOS HÍBRIDOS.

        O sistema híbrido atua de forma semelhante ao on-grid, onde o sistema de geração solar é conectado à distribuidora de energia, consumindo energia da rede da concessionária. Além disso, o sistema conta com a capacidade de armazenagem e suprimento de energia em baterias, característica do sistema off-grid, para suprir falhas e atuar quando ocorrerem apagões na rede de energia, fornecendo assim conforto e confiabilidade no suprimento de energia ao usuário. Estas aplicações de energia solar híbridas também podem ser utilizadas em conjunto com geradores a diesel ou outras fontes de energia ao invés da conexão com a rede elétrica.

        Há duas possibilidades hoje para sistemas híbridos: os híbridos on-grid e off-grid. A diferença de ambos é que o on-grid permite consumir e injetar energia exatamente da mesma forma que funciona o sistema grid-tie comum, porém com o backup do banco de baterias adicionados junto ao inversor. Já no off-grid, o sistema funciona sem injetar energia na rede, apenas consume a energia da concessionária se necessário, seja para dar suporte aos painéis de energia solar, à alimentação das cargas, seja para carregar as baterias.

        Vale lembrar que para conexões onde o inversor injeta energia na rede elétrica da concessionária (sistema de energia solar híbrido on-grid), da mesma forma que nos sistemas grid-tie não híbridos, há necessidade de homologação do projeto pela distribuidora, sendo necessário um técnico especializado registrado no CREA para aprovação do processo. Por esta razão, projetos híbridos on-grid podem ter um custo mais elevado, uma vez que além do custo do equipamento e sua instalação, é necessário adicionar o custo do projeto e sua aprovação na concessionária.



Inversor Híbrido Off-Grid

        Os inversores off-grid tradicionais se caracterizam por serem utilizados em sistemas isolados da rede elétrica. Ao contrário dos inversores grid-tie que permitem injetar, os sistemas off-grid não injetam na rede. O inversor híbrido off-grid pode utilizar energia proveniente dos painéis solares, da rede elétrica (se houver) ou até mesmo de um gerador independente da rede. A nomenclatura “off-grid híbrido” não está totalmente correta, pois essa denominação é dada aos inversores que alternam on-grid e-ou off-grid. O nome tecnicamente mais correto para este sistema seria “interativo”, porém como o mercado adotou o termo “off-grid híbrido”, por razões comerciais manteve-se esta nomenclatura.

Fluxograma de energia do inversor Off-Grid Híbrido

        Além da possibilidade de utilizar fontes de energia em conjunto, esses inversores se diferenciam dos tradicionais off-grid por apresentar outras vantagens:
    • Possui sistema de monitoramento e controlador de carga interno;
    • O inversor pode ser usado como um sistema de backup automático em locais que já são atendidos pela rede elétrica;
    • Normalmente são fabricados com tensão de saída senoidal;
    • Muitos modelos a venda permitem o paralelismo, permitindo o aumento de potência e a criação de redes bifásicas e trifásicas mais fortes;
    • Como são equipamentos mais recentes, seus controladores de carga normalmente são compatíveis com baterias de Lítio.
    • O gerenciamento entre as fontes de energia que estão sendo utilizadas, normalmente é automático e programável.
        Outra vantagem significativa dos inversores híbridos off-grid é a imediata compatibilidade entre o controlador de carga e o inversor de frequência, pois fazem parte do mesmo equipamento. Em sistemas off-grid tradicionais, o projetista deve observar as especificações técnicas destes dois equipamentos que normalmente são separados, e verificar a compatibilidade entre ambos, oque pode ocasionar erros de escolha.



Inversores On-Grid Híbridos

        Os inversores on-grid se caracterizam por serem utilizados em sistemas conectados à rede elétricaem paralelismo constante, injetando energia na rede. Neste caso a nomenclatura “híbrido” está totalmente correta, pois existem momentos em que o inversor opera apenas como inversor on-grid convencional e na falta da rede elétrica, o equipamento funciona como inversor off-grid tradicional.

Fluxograma de energia do inversor On-Grid Híbrido

A principal vantagem deste inversor comparado aos inversores on-grid tradicionais é a possibilidade de ter energia durante a falta da rede da concessionária, funcionando similarmente a um nobreak, porém com a vantagem que o conjunto de baterias pode ser recarregado pelo sistema de energia solar.

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Taxar o sol?

Muito se falou ao longo dos últimos tempos sobre taxar o sol, mas afinal, que história é essa?

Em 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica divulgou a REN 482, essa resolução introduziu o sistema de compensação de energia produzida por painéis solares fotovoltaicos. Esse sistema solar permite que toda energia excedente produzida em sistemas fotovoltaicos grid-tie possa ser injetada na rede elétrica e com isso, receber um crédito de compensação em energia que pode ser usado em até 60 meses.

Esse sistema fotovoltaico parece extremamente atraente e econômico, porém ele possui um “calcanhar de Aquiles”. Numa rápida explicação, a produção de energia solar fotovoltaica ocorre majoritariamente das 9h até 17h, entretanto, uma grande quantidade de consumo de energia continua a ocorrer até às 21h conforme se observa na figura abaixo.

Figura 1 – Consumo residencial vs geração solar fotovoltaica

Fonte: Nota técnica Aneel 0056/2017

Após às 17h~18h, a geração solar fotovoltaica cessa e toda rede elétrica do consumidor passa a ser alimentado pela distribuidora de energia, que por sua vez, adquire energia de outras fontes de energia como Hidráulica, Eólica, Nuclear e Térmica.

Devido essa alta demanda até as 21h, é necessário manter a qualidade do sistema elétrico, muitas vezes necessitando o acionamento de usinas térmicas para garantia da entrega de energia. Essa necessidade faz com que o custo da energia se eleve, uma vez que a produção de energia térmica possui custo mais elevado. É nesse ponto que surge o problema da energia solar fotovoltaica. O horário em que a energia fotovoltaica é produzida e injetada na rede elétrica possui um custo menor do que em horário de maior demanda.

Atualmente, a compensação de energia é muito boa para o usuário do painel solar, porém, os demais consumidores que não possuem o sistema fotovoltaico, acabam pagando essa conta. Sendo assim, começou a ser discutido uma mudança na regulamentação para que essa diferença seja atenuada, mas opositores à mudança conseguiram frear o processo regulatório obtendo apoio popular utilizando a expressão “taxar o sol”. Não se deseja barrar o crescimento da energia solar, apenas deseja-se que o crescimento seja de forma ordenada e com bases sólidas, para que não ocorra o que está sendo observado em alguns lugares como a Califórnia, EUA (Conhecida como curva do pato), onde a diferença abrupta produção solar e demanda de energia na parte da noite, tem ocasionados inclusive diversos problemas como apagões e necessidades de rodízios de energia.

Há diversas propostas sendo levadas a audiências públicas para que se encontre uma solução que seja benéfica e possa dar boas fundações a expansão da energia solar.

Mas afinal, possuir sistema solar fotovoltaico irá se tornar inviável?

Não, a perspectiva é que a energia solar fotovoltaica grid-tie continuará sendo muito atraente para quem deseja diminuir custos de energia. O que poderá ocorrer é um aumento no tempo de retorno do investimento, mas que ainda sim continuará interessante para o consumidor.

Há também uma possibilidade interessante na mudança regulatória. Atualmente, o cliente com energia fotovoltaica recebe apenas o crédito em KWh de energia do excedente, que pode utilizar em até 60 meses. Ou seja, não há qualquer ganho em moeda, mas isto poderá mudar de acordo com algumas propostas que estão sendo levantadas. Há uma possibilidade que, com as reduções das exigências para entrada do consumidor no mercado livre de energia, o proprietário de microgeração possa negociar a energia excedente e vendê-la, obtendo retorno em espécime do seu investimento.

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Barco Hotel inovador opera com Energia Solar no Amazonas

O barco hotel Untamed Amazon foi construído em 2015 no estaleiro Juruá de Manaus (AM), para atender às necessidades de operação do Projeto de Pesca Esportiva no Rio Marié, afluente do Rio Negro na região de São Gabriel da Cacheira no extremo oeste do estado do Amazonas, em parceria com a ACIBRN (Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro).

No primeiro ano de operação da embarcação não havia sistema fotovoltaico instalado, os equipamentos elétricos eram abastecidos por um gerador a diesel e consumiam mais de 28 mil litros de diesel para abastecer a sua rede elétrica. Já em 2016, após a instalação do kit fotovoltaico, projetado para integrar a geração solar com a geração diesel, o consumo caiu para aproximadamente 15 mil litros no ano, uma redução de 46% no consumo de diesel.

Segundo a empresa Junglers Marié Agência de Viagens, empresa do grupo Untamed Angling do Brasil e proprietária do barco, o objetivo é zerar o consumo de combustível fóssil para está finalidade e isto será alcançado por meio da troca dos 94 painéis solares de 260Wp, que geram entre 85 e 104 kWh/dia, por módulos bifaciais de maior capacidade. Com isso, é estimado que o sistema triplique sua geração de energia.

De acordo com Antonio Salles, Sócio da Junglers, o objetivo de ter a rede abastecida somente pela fonte fotovoltaica faz parte do compromisso da empresa com as comunidades indígenas. “O principal compromisso nosso é preservar a floresta e os rios, ambientes dos indígenas que permitiram nossa presença lá. Assim, com a energia solar evitamos o uso do óleo diesel para acionar o gerador elétrico. Sem deixar resíduo de diesel na água e no ar”, destacou Salles.

A embarcação de 28 metros de comprimento por 7,80 metros de largura e 6 metros de altura acima da linha d’água, possui oito suítes e abriga até 16 hóspedes. 

Todas as suas instalações possuem sistema de ar condicionado central alimentados por dois geradores de água fria com capacidade de 15,0 TR cada, enquanto a casa de máquinas, lavanderia e sala da estação de tratamento de água têm sistemas de ventilação e exaustão forçada produzindo 60 trocas de ar por hora.

Já o sistema de tratamento de água capta água bruta do rio e abastece todos os pontos de consumo com água potável e transparente. O sistema é composto de várias etapas, passa por três diferentes processos de filtragem e por três processos complementares de purificação e desinfecção. A capacidade total de tratamento é de 450 a 500 litros por hora.

O Projeto do Rio Marié contou com a participação do Ibama, do Instituto Socioambiental, Funai e de representantes de 15 comunidades indígenas.

Foram comprados barcos e construídos três postos de vigilância, onde os indígenas ganham um salário mínimo para cuidar do rio Marié, além de servirem como guias nos barcos de pesca. “Fazemos dos indígenas nossos sócios em todos os projetos. Eles tomam as decisões conosco igualitariamente. E 50% do lucro de cada projeto é deles. E um comitê indígena decide como distribuir e aplicar esses recursos”, conta Salles.

 

 

Fonte: Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica

 

 

Impactos da Pandemia do COVID-19 na Energia Solar

Com o avanço global da pandemia do novo corona vírus, começamos a observar impactos na economia real como a disparada do dólar, a diminuição da atividade industrial, o lockdown do comércio e a diminuição drástica da logística no Brasil e em muitos países, mas principalmente na China onde esse novo vírus surgiu. No entanto, a China também é o maior fornecedor mundial de equipamentos eletro-eletrônicos.

Os preços das placas solares praticados em dólar e em reais antes da crise, foram os menores da história para a energia solar, devido à produção em escala cada vez maior, isto associado à nova consciência ecológica que vem ganhando força no mundo criou um dos mercados mais pujantes do planeta. No entanto, como a crise está afetando todos os setores da sociedade, o mercado de energia solar fotovoltaica também não sairá ileso.

Espera-se que os preços das placas solares em reais iniciem uma alta expressiva, pois a alta do dólar não mais será compensada pela economia de escala, que tem o seu limite em reduzir preços.

“Estamos observando uma alta nos custos de importação já neste mês de março, mas o impacto sobre o preço de comercialização de módulos fotovoltaicos, inversores solar entre outros produtos, deve começar a ser observado com mais força em Abril.  Contudo, se o dólar permanecer neste patamar, mesmo com a volta da economia, não iremos mais ver os preços praticados em janeiro. É preciso que o dólar volte.” aponta a coordenadora de suprimentos da Energy Shop, Grazielle Lima Krakhecke.

Em 2019 o setor de energia fotovoltaica cresceu 85% em geração no Brasil (em relação a 2018), a previsão para 2020 era ainda mais otimista, porém provavelmente este número caia para baixo dos 50%, o que ainda é uma boa taxa de crescimento. Contudo, nos últimos dias tivemos boas notícias, a China declarou que o pico da pandemia no país já passou e agora a tendência é a diminuição das restrições sócio-econômicas e, aos poucos, tudo voltar ao normal. Segundo a BNEF essa paralização de dois meses, não será o suficiente para reverter o excesso de demanda por produtos de energia solar. A conclusão é que o mercado de energia solar seguirá em alta.

Como a temperatura afeta o seu módulo fotovoltaico

As características dos sistemas fotovoltaicos são bastante atreladas à temperatura, assim, é preciso levá-la em conta ao fazer um projeto, seja off grid, seja grid tie. Dependendo da temperatura do local de instalação as tensões e correntes podem variar, e por isso, os inversores e controladores precisam ser dimensionados considerando essa variação para não haver riscos de mau funcionamento do sistema.

As características dos módulos fotovoltaicos são determinadas em ambientes com temperatura e umidade controladas, que são condições que não acontecem na prática. Os fabricantes também realizam testes para determinar como as características de tensão e correntes são afetadas pela temperatura, e é essa informação que devemos usar para conhecer as características reais do módulo. A figura abaixo ilustra as características do módulo em função da temperatura.

Como é possível ver pela figura, a corrente de curto circuito do módulo aumenta 0,06% para cada grau Célsius acima da temperatura padrão (25°C). A tensão de circuito aberto tem uma característica diferente, seu valor diminui 0,33% para cada grau Celsius de elevação em relação a 25°C. Assim como a tensão e a corrente, a potência do módulo também sofre alterações em função da temperatura, seu valor diminui 0,41% para cada grau Celsius acima dos 25°C usados nos ensaios em laboratório.

Para exemplificar, imaginemos o módulo fotovoltaico Sun Energy 280 W, cujas características de temperatura são as dadas na figura anterior e as características nominais são dadas abaixo.

Para esse módulo, supondo que sua instalação seja no nordeste (temperatura chega facilmente a 40°C), as características do módulo serão afetadas pela temperatura e serão:

  • A corrente de curto circuito é pouco afetada pela variação de temperatura. O valor da corrente se torna 9,38 A para uma temperatura de 40°C.
  • A Tensão de circuito aberto, por outro lado, sofre uma variação significativa, passando de 38,5 V para 36,6 V, quase 2 V de redução. Uma vez que diversos módulos são conectados em série para fornecer uma dada tensão, essa redução devido à temperatura pode fazer com que a tensão desejada não seja alcançada e isso prejudique o sistema.

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Análise financeira de sistemas fotovoltaicos – Parte I

Quando alguém decide instalar um sistema fotovoltaico residencial, normalmente pensa em economia a longo prazo. O cliente investe um certo valor que será recuperado em um horizonte de tempo e, a partir de então, passará a lucrar com o valor que seria pago na fatura de energia.

Algumas dúvidas podem surgir, como “será que este investimento vale a pena?”. Para responder perguntas como essa, podemos utilizar dois instrumentos para analisar a viabilidade do sistema fotovoltaico.

A primeira ferramenta é chamada de Valor Presente Líquido (VPL). Essa ferramenta é usada para trazer todos os lucros e despesas (que são espalhadas ao longo do tempo) para uma data comum (o presente). Esse procedimento é usado porque o dinheiro desvaloriza com o tempo e é preciso equalizar essa diferença para fins de comparação, além dos efeitos de inflação no preço da energia.

O VPL nos dá uma ideia da comparação entre dois investimentos, sendo um deles o sistema fotovoltaico e o outro um investimento de referência com o qual queremos fazer a comparação. O investimento de referência é chamado de Taxa Mínima de Atratividade (ou TMA).

Para realizar a análise usado o VPL, o primeiro passo é elaborar o fluxo de caixa estimado para um certo período, por exemplo, 8 anos. A figura abaixo ilustra um fluxo de caixa para um sistema fotovoltaico de 2 kWp, no valor de R$ 11.419,00.

Vamos considerar que o ano 0 será o ano de instalação do equipamento, assim, no ano 0, há um investimento de R$ 11.419,00. Na primeira coluna da tabela temos o preço do kWh, que a cada ano sofre um aumento de 4,5% (estimado). A segunda coluna representa o fluxo de caixa do ano, que é o valor da energia gerada pelo sistema, dado por:

Nesse exemplo, a TMA adotada é de 4,55 %, que é a taxa de rendimento da poupança, a aplicação mais conhecida pelos brasileiros. A terceira coluna representa os fluxos de caixa de cada ano corrigidos para o valor presente, onde N representa o ano (1, 2, 3, etc).

O cálculo do VPL é feito usando a seguinte fórmula:

Para este exemplo, temos que:

Com base no valor do VPL podemos tomar uma decisão. Caso o valor seja maior do que zero, o investimento deve ser considerado, caso o valor seja negativo, o investimento deve ser rejeitado. Nesse caso, como o valor foi de 1072,52 (positivo), o investimento no sistema fotovoltaico deve ser considerado.

O valor do VPL muda dependendo do horizonte de tempo desejado, que nesse caso foi de 8 anos.

Uma análise de viabilidade econômica é necessária antes de tomar uma decisão final, pois a mesma nos auxilia na escolha do melhor investimento, que nesse caso foi o sistema fotovoltaico.

O controlador de carga limita a potência?

A escolha do controlador de carga é vital para os sistemas off-grid. Os controladores regulam o regime de carga e descarga da bateria, impedindo que tensões elevadas sejam aplicadas às mesmas e também, impedindo que a bateria seja descarregada além do recomendado.

Ao selecionar um controlador devemos ter em mente que é preciso respeitar os limites de tensão e de corrente do equipamento para preservar sua integridade. Em alguns controladores também há limites para a potência dos painéis que podem ser conectados. Uma falha comum é dar atenção apenas à tensão e à corrente que o controlador suporta, não levando em conta a potência que o controlador consegue entregar.

Como exemplo, considere um sistema formado por 3 placas de 280 W em paralelo (tensão de máxima potência de 31,6 V e corrente de máxima potência de 8,86 A). Pela característica da instalação, a tensão que chegará ao controlador será de 31,6 V (valor máximo) e a corrente será de 26,6 A (máximo valor). A princípio, um controlador de 30 A será suficiente (CONTROLADOR DE CARGA SUN ENERGY BASIC MPPT30 por exemplo).

Os controladores MPPT funcionam seguindo o melhor ponto de operação possível. Quando a tensão de 31,6 V chega ao controlador, ela será reduzida para um valor compatível com as baterias (24 ou 12 V). A corrente por sua vez será elevada na mesma proporção para manter a melhor potência possível. No caso do controlador do exemplo, a tensão será reduzida para 24 ou 12 V e a corrente será elevada (no máximo até 30 A). Caso o sistema de baterias esteja em 12 V, o controlador do exemplo será capaz de fornecer no máximo 360 W em 12 V (12×30), assim dos 840 W (sabemos que na prática, a geração será menor do que esse valor), apenas 43% será aproveitado.

Caso o sistema esteja em 24 V, a potência máxima que poderá ser transferida será de 720 W (24×30). Assim, sistemas em 24 V se mostram mais vantajosos, conseguindo transferir mais potência do que os sistemas em 12 V.

Uma possível solução para o problema do sistema seria utilizar um controlador de 60 A, que permite a passagem de até 720 W (em 12 V).

O controlador de carga, quando dimensionado muito próximo da corrente do sistema, pode limitar a potência que é entregue às baterias, diminuindo a eficiência do conjunto (especialmente em sistemas cujas baterias estejam em 12 V). Assim, é importante selecionar corretamente o controlador para evitar perdas de potência excessivas.

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Proteção de módulos fotovoltaicos

Os sistemas fotovoltaicos, assim como qualquer sistema elétrico, necessitam ser protegidos para evitar danos aos equipamentos. Em plantas fotovoltaicas, o sombreamento total ou parcial dos módulos (ou de um deles) leva a situações de perigo para a instalação elétrica devido ao surgimento de corrente indesejadas.

Como sabemos, os módulos fotovoltaicos devem estar livres de qualquer tipo de sombreamento, o projetista deve conhecer a região em torno do ponto de instalação do sistemas para assegurar que nenhuma sombra irá afetar o desempenho do sistema, especialmente em regiões com casas e árvores ao redor. Duas situações diferentes podem acontecer devido ao sombreamento:

  • Módulos conectados em série: Em módulos em série, o sombreamento irá limitar a geração de corrente, e assim, todo os módulos terão suas correntes diminuídas e, consequentemente, a potência gerada irá diminuir. Outro efeito que pode ocorrer é o módulo sombreado passar a absorver potência ao invés de fornecer, nesse caso, a temperatura do módulo poderá elevar-se além do normal, danificar o equipamento.

Uma maneira de evitar esses efeitos é a utilização de diodos de by-pass, conectados em paralelo com grupos de células dos módulos. Quando uma parte do módulo estiver sombreada, o diodo correspondente será polarizado diretamente, permitindo a passagem da corrente, o diodo então desviará a corrente do grupo de células sombreadas, evitando seu aquecimento. Os diodos de by-pass já vêm instalados de fábrica, de modo que não é preciso se preocupar com o seu projeto, mas devemos ter em mente que essa solução não consegue suprir a perda de potência causada pelo sombreamento.

  • Módulos conectados em paralelo: Nessa conexão, quando há sombreamento, a corrente do módulo irá diminuir, assim como no caso anterior, porém isso não afetará os demais módulos. O que irá afetar os demais módulos será a tensão, que no módulo sombreado será menor e fará com que a tensão de todos os outros módulos seja reduzida, o que novamente irá limitar a potência gerada. No caso de módulos em paralelo, pode ocorrer de o módulo com tensão menor absorver corrente dos demais, funcionando como carga, levando o mesmo à superaquecimento. Para evitar que que o módulo sombreado seja alimentado pelos demais, podem ser instalados diodos de bloqueio no final de cada ramo do arranjo paralelo. Esse diodo evita essa corrente reversa mas permite a corrente normal dos módulos, porém, não vem de fábrica e é preciso projetá-lo corretamente.

Como vimos, há alguns sistemas de proteção que podem ser aplicados para prevenir que os módulos fotovoltaicos sejam danificados. Resumidamente, diodo de by-pass funciona desviando a corrente para evitar o aquecimento das células e já vem de fabrica instalado no módulo. Já o diodo de bloqueio tem o objetivo de evitar que módulos em paralelo alimentem um outro que esteja sombreado, esse diodo, ao contrário do anterior, não vem de fábrica e precisa ser projetado. Os dois diodos protegem o sistema contra aquecimentos potencialmente perigosos, mas não evitam a perda de potência devido ao sombreamento de modo que, evitar sombras nos módulos é a melhor alternativa para preservar o seu sistema.

A Energy Shop (clique aqui) fornece soluções completas para a sua necessidade. Os projetos desenvolvidos para companhia incluem uma etapa de estudos de proteção do sistema de geração fotovoltaica. Além de projetar sistemas customizados a Energy Shop fornece kits de geração solar residencial (link https://www.energyshop.com.br/kit-energia-solar-residencial) no caso de o cliente já conhecer sua necessidade.
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Diferença entre Boiler de Alta e Baixa Pressão

Em sistemas de aquecimento solar de água, os boilers desempenham o papel de conservar a água aquecida pelos coletores. Dependendo do desnível no telhado ou no local de instalação, deve-se optar por um boiler de alta pressão ou por um boiler de baixa pressão.

O boiler de alta pressão é recomendado quando o desnível entre a caixa de água e o ponto de instalação do boiler é maior do que 5 metros (e não superior a 35 metros) e também no caso de sistemas com bombeamento de água. Nessa condições, a pressão exercida pela água nas paredes internas do reservatório são elevadas.

Quando a água aquecer, ela se dilatará, e com isso, seu volume irá aumentar, elevando mais ainda a pressão interna do boiler. Caso seja usado boiler de baixa pressão em casos como esse, com o tempo fissuras e vazamentos irão ocorrer. Quando a água dilatar, o volume extra deverá escoar para algum ponto, mas é importante que a água aquecida não retorne para a caixa, por isso, é comum o uso de sifão para impedir esse retorno.

Os boilers de alta pressão exigem uma instalação mais complexa, com alguns itens de proteção especiais como:

  • Vaso expansor – Quando a água dilatar, o vaso expansor irá absorver o seu volume extra.
  • Válvula de segurança – Serve para liberar água caso o vaso de expansão não consiga absorver todo o volume.
  • Válvula eliminadora de ar – Elimina bolhas de ar que se formam no percurso da água até o boiler.
  • Válvula quebra vácuo – A medida que o boiler é esvaziado, essa válvula permite a entrada de ar para equilibrar a pressão interna e externa do reservatório.
  • Válvula redutora de pressão – é instalada na entrada do boiler e serve para reduzir a pressão quando esta puder ser danosa ao reservatório.

Nos sistemas de baixa pressão, o desnível entre o boiler e a caixa de água não deve ser superior a 5 metros. Nesse tipo de reservatório, o vaso expansor não é necessário, uma vez que a pressão interna será menor.

Muitas pessoas possuem sistemas de bombeamento de água, principalmente em sistemas off grid, e com isso vem a dúvida de qual boiler usar. Em sistemas de bombeamento, torna-se obrigatório o uso de reservatórios de alta pressão pois a bomba hidráulica eleva a pressão final da água.

Como vimos, o boiler deve ser selecionado em função das características do sistema, em especial, quando houver bombeamento de água. Em sistemas cujo o desnível entre o reservatório e a caixa de água seja de no máximo 5 metros, um boiler de baixa pressão deve ser escolhido.

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Venda de energia excedente em discussão na Câmara dos Deputados

Novo projeto de lei prevê a possibilidade de comercialização do excedente da energia que consumidores residenciais ou comerciais injetam na rede.

Deputado Federal Lucas Redecker, propõe projeto de lei, PL 3881/2019, que permitirá a comercialização de energia excedente gerada por consumidores residenciais, comerciais e industriais com sistemas de geração de energia instalados em suas propriedades.

Após o advento da regulamentação da Aneel para a geração distribuída, RN 486/2015, o segmento no país saiu da inércia alçou um crescimento expressivo, atingindo, ao final de 2018, mais de 53 mil conexões (Fonte: ABGD)

Com a regulamentação estes consumidores, que passaram a gerar uma boa parte da sua própria energia, também armazenam o excedente em forma de créditos.

A geração fotovoltaica, dentre as demais, teve papel importante nesta ampliação, pois a disponibilidade de telhados com capacidade para receber painéis solares impõe grande diferencial dentre as demais fontes. No ano de 2019 a geração fotovoltaica representa cerca de 84% da Geração Distribuídas (Fonte: ABGD).

No entanto, a política de geração e consumo de créditos traz alguns vieses, como a necessidade de consumir eventuais créditos em menos de 60 meses e a impossibilidade de comercializar a energia gerada de forma direta.

Este cenário mudaria com a aprovação do Projeto de Lei que tramita na Câmara dos Deputados. A realidade de muitos países que já possuem leis e regulamentações no sentido da liberdade de compra e venda de energia no varejo, como a Alemanha, se aproximaria da realidade dos brasileiros.

O cidadão que gera sua própria energia com sobra poderia obter uma forma de renda complementar.

Assim o Projeto de Lei, PL 3881/2019, também contribuiria para aumento e distribuição de renda, já que toda a energia comercializada no varejo hoje, passa obrigatoriamente pelas distribuidoras.

Enquanto empresa que fornece produtos e soluções que permitam o uso e a produção de energia solar pelo maior número de pessoas e instituições, contribuindo para uma matriz energética mais sustentável, a Energy Shop apoia este Projeto de Lei.

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